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Google, emails, publicidade e privacidade

Todos nós sabemos que o “moto” da Google é “Do No Evil”, mas a empresa tem um historial já considerável de nem sempre cumprir isto. E todos nós também sabemos que eles vão dando uma vista de olhos aos nossos emails do Gmail, através de supostos sistemas automáticos, para poder apresentar publicidade direcionada para o utilizador. Porque parte significativa das receitas da empresa é a publicidade.

Este segundo não estava totalmente explícito nos Termos de Utilização do Gmail. Até que, no seguimento de um processo judicial, a Google decidiu atualizar os Termos de Utilização de Serviço. Agora, a monitorização dos conteúdos dos emails, passa a constar claramente nestes termos.

Our automated systems analyze your content (including emails) to provide you personally relevant product features, such as customized search results, tailored advertising, and spam and malware detection. This analysis occurs as the content is sent, received, and when it is stored.

Esta atualização vem aumentar um pouco a minha relutância em relação à Google. Compreendo que queiram fazer cada vez mais dinheiro, porque eu também quero; no entanto, talvez estejam a esticar um pouco demais a corda há algum tempo. Mas mudar de serviços não é assim tão fácil, porque tenho o mesmo email há mais de uma década, uso vários serviços da empresa e ainda não encontrei uma alternativa gratuita às Google Apps. E, bem, porque sou utilizador de Android e eles gostam de integrar os serviços deles neste sistema operativo – o que também é compreensível.

Como alternativa ao Gmail, já considerei o Sapo Mail. A infraestrutura deste serviço é boa, apesar de terem margem de manobra para melhorar o interface web (simplificá-lo seria algo prioritário), mas falta algo semelhante às Google Apps. O serviço da Yahoo, mesmo agora com 1Tb de espaço disponível, não me desperta grande interesse; o Outlook.com seria uma passagem de cavalo para burro. Tenho sempre a possibilidade de colocar tudo no domínio brunomiguel.net, mas para isso teria que ter muito mais espaço para alojamento e eu não posso ter esse aumento de custos para já.

A verdade é que não me parece haver grandes alternativas ao Gmail – e restantes serviços Google, mas acima de tudo este -, tendo em conta o que oferecem. Claro que podem deixar as vossas sugestões caso conheçam um.

Por outro lado, poderei manter a minha conta Gmail durante mais algum tempo. Isto, claro, se os rumores de encriptação End-to-End e suporte para PGP no serviço de email da Google se revelarem verdadeiros. Só que, com isto, deixariam de conseguir usar os tais sistemas automáticos para ler os nossos emails e apresentar publicidade direcionada ao utilizador, o que poderá significar diminuição da receita gerada e certamente não será o pretendido pela empresa.

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Onda V701: tablet de baixo custo e bom hardware

Normalmente, tablet de baixo custo significa qualidade inferior: processador mais lento, materiais com menos qualidade, menos memória, etc. A Google mudou esse conceito generalizado com o lançamento do Nexus 7, oferecendo qualidade a um preço reduzido – apenas €199.

Onda V701

Apesar do custo do tablet da Google já permitir que mais pessoas o possam adquirir, €199 ainda faz muita gente pensar bem antes de se decidir, ou não, pela compra. Eu fui uma dessas pessoas que, por ter um ordenado baixo, (com muita pena minha) acabei por não comprar um.

Se, como eu, se sentiram tentados a comprar um mas o preço foi sempre um factor dissuasório, o Onda V701 com certeza que vos vai facilitar a aquisição de um tablet. O custo é de apenas €67, mais cêntimo menos cêntimo, e vem com hardware capaz de fazer inveja a alguns modelos mais caros.

As especificações deste tablet são as seguintes:

  • Processador Amlogic AML8726-MX, ARM Cortex-A9 40nm Dual Core, a 1.5GHz
  • GPU Mali400 (capaz de reproduzir vídeos em FullHD)
  • 1GB DDR3 de RAM
  • 8GB Nand Flash
  • Portas HDMI e USB
  • Câmara frontal com 0.3MP

Como puderam constatar, o hardware não é nada mau, não senhor. Se tivermos em conta o preço, é um negócio da China.

via Aberto Até De Madrugada

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Como remover o espaço em branco no novo G+

Google+ whitespace remover

O Google alterou o layout da sua rede social, o G+. Para mim, a mudança foi positiva porque este novo tema é mais leve e agradável. No entanto, também trouxe muito espaço em branco para quem tem resoluções um pouco mais altas.

O espaço que fica vazio é a única falha que tenho a apontar para já ao G+. Eu e muitos utilizadores, ao que parece. Este descontentamento deu origem a que rapidamente fosse criada uma extensão para o Chrome, que faz melhor uso da área disponível. O Firefox foi o browser que se seguiu, com um estilo para usar na extensão Stylish a ficar prontamente disponível.

Baseando-me neste estilo que referi, criei outro. O meu, ao contrário do primeiro, também altera o tamanho da zona de publicação de mensagens para dar um aspecto mais homogéneo.

Tal como todos os estilos do Stylish, também é compatível com o Chrome ou Chromium. Podem instalá-lo aqui.

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O que muda no novo Google Reader

O Reader é o último produto do Google a sofrer alterações a nível estético e até funcional, para ficar de acordo com a linha criada com o lançamento do Google+.

A grande novidade do “novo” Google Reader é a integração com o Google+. Ao invés do utilizador partilhar um item como fazia anteriormente, agora tem a opção +1. Lamentavelmente, esta partilha é sempre pública.

Também, será possível partilhar feeds com círculos específicos. Embora esta funcionalidade ainda não esteja disponível, o Google garantiu, no blog oficial do Reader, que isso acontecerá a curto prazo.

Como nem tudo são adições, os itens partilhados pelo utilizador e pelos seus contactos desaparecem. Se, como eu, tinham a feed dos vossos itens partilhados a publicar as entradas nalgum blog ou rede social, esta vai deixar de estar disponível. A alternativa é usar a opção “share” e escolherem manualmente (e uma de cada vez) a rede social onde pretende partilhar a entrada. No entanto, se tiverem que fazer isso com mais do que uma, depressa se fartarão.

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