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Um mês de balanço com Fedora

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Já deve ter feito um mês – ou quase – desde que instalei o Fedora 18 no computador fixo. Inicialmente tinha algumas reticências sobre a continuidade da distribuição no meu computador, por diversos motivos, mas agora não. O sistema tem uma boa performance e dá poucas ou nenhumas chatices.

Aqui fica o balanço de quase um mês de utilização.

Software: Ubuntu vs Fedora

Um dos meus maiores receios, quando instalei Fedora, foi a existência de poucos repositórios adicionais. Para Ubuntu existem centenas, talvez até mais, no Launchpad, o que significa que a aplicação que pretendem tem grandes probabilidades de já ter pacotes disponíveis para a distribuição. Isto não acontece no Fedora, mas também não há necessidade disso porque quase tudo o que vão precisar para a vossa utilização diária vai estar disponível nos repositórios oficiais.

Até agora, não tenho tido qualquer contratempo com falta de software. A maioria das aplicações disponíveis para Ubuntu também está nos repositórios do Fedora. Nos casos em que isso não acontecer, vão existir alternativas viáveis – e ainda não tive nenhuma situação em que elas não fossem pelo menos tão boas quanto as aplicações que utilizava anteriormente.
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Com chavões se enganam os tolos

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Não era para abordar aqui a escolha do Governo para embaixador do “Impulso Jovem”, até ter lido um post do Pedro Couto e Santos, com o qual concordo. Deixo aqui parte do texto:

[...]

Trabalhar é uma merda. Trabalhar é cansativo e aborrecido. Fazer a mesma coisa 200 vezes até sair bem é imbecil e sinal de falta de organização e de conhecimento da área em que se está a trabalhar.

Nós devemos é maravilhar-nos. Devemos ou trabalhar o mínimo indispensável para ficarmos com rendimento e tempo livre para irmos viver o resto da nossa vida ou arranjarmos um trabalho que nos dê prazer fazer e se confunda ou complemente com naturalidade essa vida.

Devemos ir para o trabalho para fazer coisas para nós e para as pessoas para quem trabalhamos, sejam clientes ou colegas ou mesmo para o patrão. E não para fazer horas, para queimar tempo, para podermos dizer que estivemos 22 horas no escritório todos os dias desta semana.

E o que produzimos? Não interessa? Não só interessa… é o que interessa.

Mas não me espanta que o Governo tenha ido buscar o macaquinho cujo sotaque parece fazer parte da actuação: este é o Governo que acha que é eliminando feriados e dias de férias que se produz mais, num país onde as pessoas passam mais horas no trabalho do que no resto da Europa e no entanto produzem menos do que a média.

[...]

O texto completo está no blog do Pedro.

O Facebook não é um diário, pá!

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Uma das coisas que mais me chateia (não levem isto de forma muito literal, ok?) no Facebook é alguns contactos meus fazerem desta rede social um diário pessoal aberto a quem quer ler – e também a quem não quer. É raro o dia em que não vejo uma indireta para alguém, um desabafo qualquer (na minha opinião) demasiado pessoal para ser publicado ali, uma imagem com um texto todo bonito e estúpido para picar alguém, ou outra coisa qualquer.

Bem, cada um faz daquilo o que quer. Eu, por exemplo, publico bastantes links no Facebook. É uma das muitas utilizações que dou à infame rede social do Zuckerberg. Conteúdos de esferas mais privadas, isso já evito. Sabem porquê? Porque não sinto necessidade de contar ao mundo se estou deprimido ou extasiado, nem tenho especial gosto em mandar indiretas (se tiver alguma coisa a dizer, digo à pessoa na cara. é muito mais simples e prático!). E porque privado é diferente de público…

A minha “luta” para tentar educar um pouco as pessoas para isto não tem tido propriamente grandes frutos. Não é que me incomode assim tanto o hábito que têm; quanto a isso, facilmente se contorna com os filtros da rede social. É mais pelo potencial de risco que isso acarreta para as pessoas, que muitas vezes nem têm noção disso.

Os riscos

internet privacy
link | licença

Fazer do Facebook um diário pessoal aberto a todos os contactos tem diversos riscos. Por exemplo, qualquer colega de trabalho vosso pode ver informação mais sensível e, com isso, quiçá, tentar prejudicar-vos. Ou o vosso patrão pode ver qualquer coisa de que não gosta e acabarem por ter o vosso lugar em risco. Se forem trabalhadores independentes, podem perder muitos clientes desta forma.

Isto são apenas três exemplos rápidos. Um outro, bem mais grave, é que a informação que lá colocam fica lá. Mesmo que a apaguem, ela já foi partilhada com os “parceiros” do Facebook e existe em diversos backups. Lembrem-se, vocês não são os utilizadores da rede social, são o produto e a vossa informação vale muito dinheiro – até mesmo aquela boca que mandaram a alguém através de uma atualização do estado.

Para além destes, existem outros riscos associados à partilha de informação privada num espaço demasiado público como é o Facebook: os mesmos que teriam se fossem para o meio da rua gritar que há pessoas falsas. Vá, talvez não fossem para a rua gritar isso, mas a verdade é que o fazem nesta rede social. Podem dizer-me que não é a mesma coisa. É verdade, não é. É mais fácil fazê-lo no Facebook porque só têm que mexer os dedos e pouco mais. Ir para a rua gritar já implicaria mexer as pernas e apanhar ar fresco. Algumas pessoas já nem devem estar habituadas a tal coisa porque o Farmville requer atenção constante.

Como não fazer do Facebook um diário

Se ficaram com medo, muito bem, devem ter. Continuem a escrever um diário pessoal no Facebook e, mais dia, menos dia, a coisa acaba por vos correr mal. Para evitar isso, deixo-vos algumas pequenas recomendações.

A primeira é: não têm que partilhar tudo. Se ficaram chateados(as) com alguém, têm esse direito. Agora, publicarem indiretas… É preciso dizer mais alguma coisa ou já perceberam que isso é pura e simplesmente algo tão idiota de se fazer como ir para a rua gritar o que, de outra forma, escreveriam na atualização de estado do Facebook?

Outra dica é escreverem mesmo um diário, mas longe da vista dos outros. Se preferirem em papel, presumo que já saibam como se desenrascar. Se optarem por software, para computador e/ou telemóvel, o site alternativeto.net tem várias aplicações. Podem, por exemplo, pesquisar por “journal” ou “diary“. É à vontade do freguês e a €3 o par.

Ramblings about Firefox and a message to Mozilla (updated)

Posted by | divagações, opinião | 2 Comments

Update: It seems I was a bit unfair. Apparently, the slow performance was due to Flash Player, that piece of proprietary crap that’s been hard to wipe from the face of the web. But Firefox still has some performance related problems to fix.

Hello, Mozilla.

My name is Bruno Miguel, a Portuguese citizen using Firefox before version 1.0. For years, I’ve been recommending your browser to anyone I knew/know, not only because it’s free software, but also because I really thought of it as an excellent browser. I even helped the Mozilla’s Portuguese community in translation and blogging.

Well, not anymore. Today, I probably reached the limit of my patience with Firefox. Maybe I should’ve reached it a few releases ago, when people started to be more vocal about the browser’s performance issues. Instead, I chose to give it yet another change. I know this things happen and the devs were quick to say they would improve it.

Truth be said, for a few releases I saw an improvement. But version 18.0.1 (in Ubuntu GNU/Linux) is just a piece of pure slow performance crap. I mean it! Even after continuous profile maintenance, VACUUM the crap out of the *.sqlite files and disabling extensions, it’s slower than an old man with crutches. And I’ve seen this not only with my GNU/Linux system, but with other distributions and OSs. So, maybe it’s not just my problem.

I really don’t know what you want to do with the browser, Mozilla, but I think increasing the user base it not your objective. Maybe you want to force people to switch to other browsers, because that’s what I’m considering doing. Everyday, I see myself using more of Chromium, Epiphany, Midori and Rekonq, and less of Firefox. I’m just tired of poor performance.

The next stable Firefox version you release will be your final chance. If things don’t improve, I’ll be another user ditching Firefox for, probably, Chromium. But you probably don’t care, since more and more people are doing it and I have yet to see a strategy to avoid that. Maybe rewriting all the code would be a good start…

O drama da Pepa e a mala Chanel

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Quem é a famosa Pepa do anúncio da Samsung, para além de uma blogger qualquer que eu nem conhecia? E que anúncio é este? Fala-se tanto desta polémica nas redes sociais e eu ainda só consegui saber que esta moça, que até é jeitosa, quer uma mala qualquer da Chanel.

Onde está o drama nisto? Se a Pepa quer uma mala da Chanel, que compre uma se puder; e oxalá que possa, porque é sinal que não vive com dificuldades. Ou peça ao José Castelo Branco, que ele(a) certamente terá bastantes e, presumo, não se importará de emprestar.

Vocês não gostavam de ter um tablet? Também é um luxo. E um novo smartphone? Aposto que também querem. Carro novo. Casa nova. Emprego (mais bem pago e) novo. Deixem lá a Pepa em paz. A rapariga foi bem mais honesta que a maioria de vocês seria no lugar dela: não escondeu que quer um artigo de luxo este ano, enquanto boa parte de vocês possivelmente apareceria no vídeo a pedir paz no mundo e outras merdas de outras tretas parvas.

No meio disto tudo, não fica mal quem criticou a moça – até porque tem esse direito -, nem a Pepa, que só pecou por não me convidar para um jantar a dois. Na fotografia, mal fica a Samsung por ter retirado o vídeo e ainda vir pedir desculpas (na minha opinião) sem qualquer motivo para tal.

Paulo Portas, TSU e falta de coragem

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Depois de ontem à noite ter visto uma reportagem na SIC Notícias, onde Nuno Melo, do CDS-PP, afirmou que o líder do seu partido não quis abrir uma crise política ao rejeitar a polémica proposta de alteração à TSU (Taxa Social Única), fiquei bastante expectante em relação às declarações de hoje de Paulo Portas. «Que vai este gajo dizer amanhã?», pensei eu para mim. E a verdade é que fiquei mesmo curioso.

Como não sabia a que horas seria a conferência de imprensa, e como normalmente os únicos noticiários completos que vejo são dos da SIC Notícias, RTPN e RTP2, rumei ao Twitter logo depois do almoço. Num instante, vi uma notícia d’O Público sobre o tema que tanta expectativa me estava a causar. A surpresa, essa, desvaneceu-se assim que li o artigo.

Numa conferência de imprensa com direito apenas a 3 perguntas, o líder do CDS-PP afirmou o seguinte:

Se me perguntam se eu soube? Claro que soube. Se me perguntam se eu tive uma opinião diferente. Tive uma opinião diferente.Se me perguntam se eu alertei. Alertei. Se me perguntam se eu defendi que havia outros caminhos. Defendi. Se me perguntam se eu bloqueie a decisão. Não bloqueei pela simples razão de que fiquei inteiramente convencido que isso conduziria a uma crise nas negociações com a missão externa, a que se seguiria uma crise do Governo, a que se seguiria um caos que levaria a desperdiçar todo o esforço já feito pelos portugueses

Sinceramente, já esperava esta inércia; até mesmo a «opinião diferente» que Portas diz ter de Passos Coelho em relação à TSU. Não estava a ver o CDS-PP entrar em rotura com o outro partido da coligação. Não pelo motivo invocado, mas pela falta de coragem e medo de quebra com o partido que está no poder.

Portas, tal como os seus congéneres políticos, não tem coragem. Deveria tê-la. Está em causa o país que lhe paga para que este o sirva. Esta decisão não serve o país; serve interesses partidários e, quiçá, outros. Precisamos de pessoas com tomates (desculpem-me a franqueza) e competência para ajudar a tirar o país do buraco em que se enfiou e está a enterrar cada vez mais. E isso não passa pela cantera política a que estamos habituados. Não será a votar PS, deixando de dar confiança ao PSD, que resolveremos este e outros problemas; não será a dar novo voto de confiança ao PSD que vamos lá; não é com os atuais políticos que vamos para a frente. Em vez de políticos, precisamos de pessoas competentes nas diversas áreas de atuação de um Governo. E isso, acho, só vai ser possível quando os portugueses deixarem de votar em cores partidárias e votarem em propostas credíveis, com olhar crítico.