música, opinião

Notas sobre o Meo Music

Há alguns meses que sou cliente M4O, mas ainda não tinha utilizado os serviços adicionais que são disponibilizados pela operadora e estão incluídos no pacote que subscrevi. No entanto, desde que o Zeinal Bava anunciou que o tráfego de dados móveis do Meo Music não seria contabilizado para o plafond de internet incluído para os telemóveis, instalei a aplicação e comecei a usá-la como rádio quando estou no carro. Basta-me ligar um cabo de som ao rádio e assim posso ouvir o que me apetece, em vez de ter que gramar com a porcaria que passa em quase todas as rádios.

Uso a aplicação quase diariamente há 2 meses, talvez 3. Depois deste tempo, tenho alguns apontamentos a fazer acerca da aplicação Meo Music para Android (e talvez até do serviço em geral), e que partilharei aqui. Espero que a equipa que desenvolve e gere o serviço os veja como algo construtivo.

Pontos positivos

O melhor para mim tem sido a grande coleção musical disponibilizada. Os meus gostos musicais não incluem muita música popular (aliás, quase nenhuma), ainda assim encontro imensa coisa de que gosto no Meo Music.

Também, permite-me aceder a artistas classificados como musicalmente semelhantes ao que estou a ouvir, e ainda ler informações sobre eles. Se gostam de descobrir projetos musicais novos, recomendo o Meo Music.

Tudo isto está disponível em Android, iOS, Windows, Mac OS X e julgo que também em Windows Phone. De acordo com a equipa, há uns tempos no Twitter, uma aplicação para GNU/Linux está planeada ou já mesmo em desenvolvimento.

Pontos negativos

O meu telemóvel é um Samsung Galaxy S com um single-core a 1GHz, mas com overclock a 1.2GHz e um pequeno hack para ter mais RAM. Assim, por exemplo, consigo correr a aplicação do Facebook relativamente bem. O Meo Music, no entanto, dá erros com alguma frequência.

A velocidade do stream também não é das melhores. Se mudar de artista, demora uns largos segundos até começar a dar música, se não demorar mais de 1 minuto; por outro lado, por vezes mudo de artista e a música começa rapidamente. Isto acontece aleatoriamente e é irritante. Já com o Spotify não é assim.

Também, falta a possibilidade de poder pôr músicas a tocar aleatoriamente e de criar playlists/rádios automaticamente baseadas num artista. Parecendo que não, isto é uma falha muito grande, no que à minha opinião diz respeito. E sim, o Spotify tem estas funcionalidades.

Balanço geral

No geral, a experiência com o Meo Music tem sido positiva. Mas a verdade é que isso se deve, essencialmente, à não contabilização do stream para o plafond de internet móvel. Se passarem a permitir tocar músicas aleatoriamente e a criar rádios baseadas num artista, ficará muito boa. Espero que isso esteja para breve.

info sobre a imagem

Standard
divagações, opinião

Com ou sem comentários?

A minha grande e principal inspiração para ter começado um blog, o Bitaites do Marco Santos, esteve sem publicações novas durante algum tempo. Confesso que cheguei a pensar que seria o fim daquele que para mim é o segundo melhor blog nacional – sendo que os meus dois estão empatados como primeiro (hehehe). Afinal voltou à carga, mas desta vez já sem a caixa de comentários disponível.

Os motivos são mencionados no próprio blog, mas o Marco resumiu-os no Twitter:

@brunomiguel Não estou para aturar idiotas, trolls e spammers. Nunca os viste porque eu filtrava tudo. Agora é um descanso :)

Não vou fazer juízos de valor sobre o fecho dos comentários no Bitaites; nem tenho nada que o fazer, cada um sabe como quer a sua casa. Estou é a pensar se vale a pena fazê-lo nos meus blogs.

O volume de trolls que passam por qualquer um dos blogs que tenho é tão baixo hoje em dia que já nem causa incómodo. O número de comentários que recebo em qualquer um deles ainda mais baixo é. Só o spam é que ainda se vai mantendo com alguma frequência, mas o plugin que uso muito raramente deixa passar um.

Mais que isto, aquilo que escrevo normalmente não é para gerar discussão, é algo que partilho, seja numa toada mais ou menos pessoal. Só partilha, mais nada. Será que assim vale a pena manter os comentários disponíveis, ou mais vale fazer como o Marco e deixar apenas um formulário de contacto à disposição de quem quiser dizer-me algo?

Vou deixar esta ideia a marinar algum tempo. Se a dada altura por acaso os comentários deixarem de estar disponíveis, já sabem o porquê. Até lá, vão continuar abertos.

Standard
divagações, opinião

Um artigo que valeu uma desilusão

Quem convive comigo com alguma regularidade sabe que as minhas leituras são sempre online. Não compro jornais nem revistas, nem livros em papel. Tento ao máximo ler em formatos digitais, pois assim tanto posso ler no computador fixo, no portátil ou no telemóvel. A escolha do equipamento depende sempre do que tenho disponível no momento e do tamanho do equipamento, diretamente relacionado com o tamanho do artigo: quanto maior é o artigo, também maior a necessidade de um ecrã com maiores dimensões. Por isso é que guardo os textos mais extensos para o meu computador fixo, onde tenho um monitor com número de polegadas bastante generoso.

Na véspera desta passagem de ano, abri uma exceção e comprei uma revista. Estava no LIDL, a fazer as segundas compras de última hora desse dia, quando vi a edição 223 da Exame Informática. Adicionei-a às compras que fiz e estive até há pouco para arranjar um tempo para a ler.

Já tinha visto o anúncio na televisão para esta edição e na altura fiquei muito curioso acerca do artigo “As suas ideias valem dinheiro na Internet”. Não me recordo da publicidade que passou na TV ser muito explícita acerca do teor dele, mas achei o nome cativante e até fiquei com a ideia de que seriam abordadas formas de tentar rentabilizar algo online. Estava enganado.

Este artigo foi uma desilusão. O conteúdo foca-se essencialmente nalguns portugueses que tiveram sucesso ao utilizar crowdfunding, menciona – quase sem aprofundar – as plataformas existentes para o efeito, e pouco mais. São 8 páginas com pouco conteúdo relevante e interessante, sem adicionar nada de novo à quantidade grande informação que já existe online sobre este método de financiamento alternativo. Aliás, a informação online sobre crowdfunding tende a ser muito mais completa que este artigo da Exame Informática.

Depois de tantos anos sem comprar uma revista, voltei a lembrar-me do porquê: as revistas portugueses são fracas que dói.

Standard

divagações, geekices, opinião, software livre

Um mês de balanço com Fedora

Já deve ter feito um mês – ou quase – desde que instalei o Fedora 18 no computador fixo. Inicialmente tinha algumas reticências sobre a continuidade da distribuição no meu computador, por diversos motivos, mas agora não. O sistema tem uma boa performance e dá poucas ou nenhumas chatices.

Aqui fica o balanço de quase um mês de utilização.

Software: Ubuntu vs Fedora

Um dos meus maiores receios, quando instalei Fedora, foi a existência de poucos repositórios adicionais. Para Ubuntu existem centenas, talvez até mais, no Launchpad, o que significa que a aplicação que pretendem tem grandes probabilidades de já ter pacotes disponíveis para a distribuição. Isto não acontece no Fedora, mas também não há necessidade disso porque quase tudo o que vão precisar para a vossa utilização diária vai estar disponível nos repositórios oficiais.

Até agora, não tenho tido qualquer contratempo com falta de software. A maioria das aplicações disponíveis para Ubuntu também está nos repositórios do Fedora. Nos casos em que isso não acontecer, vão existir alternativas viáveis – e ainda não tive nenhuma situação em que elas não fossem pelo menos tão boas quanto as aplicações que utilizava anteriormente.
Continue reading

Standard
opinião, política

Com chavões se enganam os tolos

Não era para abordar aqui a escolha do Governo para embaixador do “Impulso Jovem”, até ter lido um post do Pedro Couto e Santos, com o qual concordo. Deixo aqui parte do texto:

[...]

Trabalhar é uma merda. Trabalhar é cansativo e aborrecido. Fazer a mesma coisa 200 vezes até sair bem é imbecil e sinal de falta de organização e de conhecimento da área em que se está a trabalhar.

Nós devemos é maravilhar-nos. Devemos ou trabalhar o mínimo indispensável para ficarmos com rendimento e tempo livre para irmos viver o resto da nossa vida ou arranjarmos um trabalho que nos dê prazer fazer e se confunda ou complemente com naturalidade essa vida.

Devemos ir para o trabalho para fazer coisas para nós e para as pessoas para quem trabalhamos, sejam clientes ou colegas ou mesmo para o patrão. E não para fazer horas, para queimar tempo, para podermos dizer que estivemos 22 horas no escritório todos os dias desta semana.

E o que produzimos? Não interessa? Não só interessa… é o que interessa.

Mas não me espanta que o Governo tenha ido buscar o macaquinho cujo sotaque parece fazer parte da actuação: este é o Governo que acha que é eliminando feriados e dias de férias que se produz mais, num país onde as pessoas passam mais horas no trabalho do que no resto da Europa e no entanto produzem menos do que a média.

[...]

O texto completo está no blog do Pedro.

Standard
divagações, geekices, opinião

O Facebook não é um diário, pá!

Uma das coisas que mais me chateia (não levem isto de forma muito literal, ok?) no Facebook é alguns contactos meus fazerem desta rede social um diário pessoal aberto a quem quer ler – e também a quem não quer. É raro o dia em que não vejo uma indireta para alguém, um desabafo qualquer (na minha opinião) demasiado pessoal para ser publicado ali, uma imagem com um texto todo bonito e estúpido para picar alguém, ou outra coisa qualquer.

Bem, cada um faz daquilo o que quer. Eu, por exemplo, publico bastantes links no Facebook. É uma das muitas utilizações que dou à infame rede social do Zuckerberg. Conteúdos de esferas mais privadas, isso já evito. Sabem porquê? Porque não sinto necessidade de contar ao mundo se estou deprimido ou extasiado, nem tenho especial gosto em mandar indiretas (se tiver alguma coisa a dizer, digo à pessoa na cara. é muito mais simples e prático!). E porque privado é diferente de público…

A minha “luta” para tentar educar um pouco as pessoas para isto não tem tido propriamente grandes frutos. Não é que me incomode assim tanto o hábito que têm; quanto a isso, facilmente se contorna com os filtros da rede social. É mais pelo potencial de risco que isso acarreta para as pessoas, que muitas vezes nem têm noção disso.

Os riscos

internet privacy
link | licença

Fazer do Facebook um diário pessoal aberto a todos os contactos tem diversos riscos. Por exemplo, qualquer colega de trabalho vosso pode ver informação mais sensível e, com isso, quiçá, tentar prejudicar-vos. Ou o vosso patrão pode ver qualquer coisa de que não gosta e acabarem por ter o vosso lugar em risco. Se forem trabalhadores independentes, podem perder muitos clientes desta forma.

Isto são apenas três exemplos rápidos. Um outro, bem mais grave, é que a informação que lá colocam fica lá. Mesmo que a apaguem, ela já foi partilhada com os “parceiros” do Facebook e existe em diversos backups. Lembrem-se, vocês não são os utilizadores da rede social, são o produto e a vossa informação vale muito dinheiro – até mesmo aquela boca que mandaram a alguém através de uma atualização do estado.

Para além destes, existem outros riscos associados à partilha de informação privada num espaço demasiado público como é o Facebook: os mesmos que teriam se fossem para o meio da rua gritar que há pessoas falsas. Vá, talvez não fossem para a rua gritar isso, mas a verdade é que o fazem nesta rede social. Podem dizer-me que não é a mesma coisa. É verdade, não é. É mais fácil fazê-lo no Facebook porque só têm que mexer os dedos e pouco mais. Ir para a rua gritar já implicaria mexer as pernas e apanhar ar fresco. Algumas pessoas já nem devem estar habituadas a tal coisa porque o Farmville requer atenção constante.

Como não fazer do Facebook um diário

Se ficaram com medo, muito bem, devem ter. Continuem a escrever um diário pessoal no Facebook e, mais dia, menos dia, a coisa acaba por vos correr mal. Para evitar isso, deixo-vos algumas pequenas recomendações.

A primeira é: não têm que partilhar tudo. Se ficaram chateados(as) com alguém, têm esse direito. Agora, publicarem indiretas… É preciso dizer mais alguma coisa ou já perceberam que isso é pura e simplesmente algo tão idiota de se fazer como ir para a rua gritar o que, de outra forma, escreveriam na atualização de estado do Facebook?

Outra dica é escreverem mesmo um diário, mas longe da vista dos outros. Se preferirem em papel, presumo que já saibam como se desenrascar. Se optarem por software, para computador e/ou telemóvel, o site alternativeto.net tem várias aplicações. Podem, por exemplo, pesquisar por “journal” ou “diary“. É à vontade do freguês e a €3 o par.

Standard