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Asus X551C – o balanço de um mês de utilização

Até há mais ou menos 1 mês atrás, tinha um desktop e um portátil. O primeiro já começava a mostrar o peso da idade, com um single-core a 2.88GHz (com overclocking) e 2GB de RAM; e o segundo mais ainda – 1Gb de RAM partilhado com a gráfica de 128Mb e um single-core de 1.5GHz.

Apesar do hardware legacy, conseguia que eles ainda fossem aguentando graças aos sistemas operativos de código aberto. Por exemplo, no portátil usava frequentemente um Tiling Window Manager porque estes, regra geral, utilizam muito poucos recursos que um gestor de desktop como o Gnome, KDESC ou XFCE. Apesar disso, ver um vídeo no Youtube, em HD, neste portátil era uma missão impossível.

Para tarefas que necessitavam de algum poder de computação, usava o fixo e até esse demorava mais do que devia. Por isso, a dada altura ponderei fazer-lhe uma atualização ao hardware. Depois de ver preços de processadores compatíveis com a motherboard do computador, possíveis boards novas e RAM, conclui que no meu caso o mais compensatório seria comprar um portátil novo e assim o fiz. A minha escolha recaiu sobre um Asus X551C.

Esta máquina não é nenhum topo de gama, algo que poderão confirmar com uma rápida pesquisa num motor de busca. O processador é um Intel Celeron 1007U com gráfica integrada Ivybridge Mobile e 4GB de RAM. E o disco nem sequer é SSD. Contudo, apesar destas limitações, o preço era demasiado convidativo para deixar passar a oportunidade.

Bem, estas limitações nem o são. Para a utilização que lhe dou (por exemplo, desenvolvimento web com HTML, CSS e Javascript), o hardware chega bem e sobra.

Quando comprei o portátil, ele vinha com o Windows 8 pré-instalado. Na loja, questionei o funcionário sobre a devolução do valor da licença e este indicou-me que a Rádio Popular não faz essa devolução. Para evitar andar meses a ter chatices, assim que cheguei a casa iniciei essa espécie de sistema operativo para poder fazer um DVD de backup dele (caso necessite de usar a garantia), experimentei-o durante 5 minutos e de seguida instalei o Ubuntu 14.04. Escusado será dizer, todo o hardware funcionou à primeira e a performance da distribuição da Canonical foi largamente superior à do sistema da Microsoft.

Um mês depois da compra (mais dia, menos dia), estou satisfeito com ela. O ecrã, admito, podia ser um pouco melhor e podia vir com um sistema operativo decente pré-instalado, mas tirando isso não tenho nada a apontar até ao momento.

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Porque não vejo noticiários

Não costumo ver noticiários. Há algum tempo que decidi que ia deixar de os ver completos e poucas vezes por mês, e tenho cumprido isso, mas de vez em quando vou assistindo a alguns minutos se houver possibilidade e paciência. As únicas exceções que abro são o Jornal 2 (sempre que tenho tempo de o ver), o único que ainda acho minimamente decente, e um qualquer dos noticiários da SIC sempre que vou visitar os meus pais e almoço e/ou janto com eles.

Hoje, às 20:20, mais ou menos, vi o bloco informativo da RTP1 enquanto aguardava que o jantar cozinhasse. Estava a dar o segmento sobre futebol e a notícia era a família afastada do Cristiano Ronaldo do Brasil: quem são, o que fazem, de que ramo derivam na árvore genealógico da família Aveiro, etc… Esta notícia precedeu a da conferência de imprensa da Seleção Nacional, representada pelo Hélder Postiga. Sim, leram bem, foi exibida antes da conferência de imprensa da nossa seleção.

Por motivos que claramente me ultrapassam, e para os quais ainda não consegui encontrar uma justificação de índole informativa, o faits divers de revista cor-de-rosa passou primeiro que uma conferência de imprensa oficial da seleção portuguesa. Foi uma de muitas nãotícias que cada vez passam em maior número nos noticiários e que me fizeram afastar deles.

Admito que ainda ponderei o grau de importância dos dois tópicos: família afastada do Cristiano Ronaldo e Seleção Nacional. Quando pesei a potencial importância e interesse das duas para os telespetadores, não consegui ver forma alguma da família afastada do CR7 se sobrepor à conferência de imprensa da Seleção das Quinas. Se ao menos tivessem lançado um CD de música pimba romântica…!

A SIC e a TVI são piores. O pouco dos noticiários que vou vendo destes canais é composto quase exclusivamente por faits divers. De vez em quando lá se enganam e passam alguma informação em quantidade superior ao normal (que é pouca).

Quando quero informação, viro-me para a Web. Pode demorar um pouco até encontrar fontes de informação com alguma qualidade, mas depois de feita a filtragem é um descanso (imperfeito, mas um descanso). Também, tenho mais meios de acesso à informação, como as redes sociais e leitores de feeds (Tiny Tiny RSS, Digg, Feedly), aplicações para Android, etc. Há maior diversidade, mais fontes e, depois de uma boa filtragem, qualidade superior à dos telejornais.

Imagem sob a licença CC-BY-NC-SA-2.0
Autor: Dave Bledsoe

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Notas sobre o Meo Music

Há alguns meses que sou cliente M4O, mas ainda não tinha utilizado os serviços adicionais que são disponibilizados pela operadora e estão incluídos no pacote que subscrevi. No entanto, desde que o Zeinal Bava anunciou que o tráfego de dados móveis do Meo Music não seria contabilizado para o plafond de internet incluído para os telemóveis, instalei a aplicação e comecei a usá-la como rádio quando estou no carro. Basta-me ligar um cabo de som ao rádio e assim posso ouvir o que me apetece, em vez de ter que gramar com a porcaria que passa em quase todas as rádios.

Uso a aplicação quase diariamente há 2 meses, talvez 3. Depois deste tempo, tenho alguns apontamentos a fazer acerca da aplicação Meo Music para Android (e talvez até do serviço em geral), e que partilharei aqui. Espero que a equipa que desenvolve e gere o serviço os veja como algo construtivo.

Pontos positivos

O melhor para mim tem sido a grande coleção musical disponibilizada. Os meus gostos musicais não incluem muita música popular (aliás, quase nenhuma), ainda assim encontro imensa coisa de que gosto no Meo Music.

Também, permite-me aceder a artistas classificados como musicalmente semelhantes ao que estou a ouvir, e ainda ler informações sobre eles. Se gostam de descobrir projetos musicais novos, recomendo o Meo Music.

Tudo isto está disponível em Android, iOS, Windows, Mac OS X e julgo que também em Windows Phone. De acordo com a equipa, há uns tempos no Twitter, uma aplicação para GNU/Linux está planeada ou já mesmo em desenvolvimento.

Pontos negativos

O meu telemóvel é um Samsung Galaxy S com um single-core a 1GHz, mas com overclock a 1.2GHz e um pequeno hack para ter mais RAM. Assim, por exemplo, consigo correr a aplicação do Facebook relativamente bem. O Meo Music, no entanto, dá erros com alguma frequência.

A velocidade do stream também não é das melhores. Se mudar de artista, demora uns largos segundos até começar a dar música, se não demorar mais de 1 minuto; por outro lado, por vezes mudo de artista e a música começa rapidamente. Isto acontece aleatoriamente e é irritante. Já com o Spotify não é assim.

Também, falta a possibilidade de poder pôr músicas a tocar aleatoriamente e de criar playlists/rádios automaticamente baseadas num artista. Parecendo que não, isto é uma falha muito grande, no que à minha opinião diz respeito. E sim, o Spotify tem estas funcionalidades.

Balanço geral

No geral, a experiência com o Meo Music tem sido positiva. Mas a verdade é que isso se deve, essencialmente, à não contabilização do stream para o plafond de internet móvel. Se passarem a permitir tocar músicas aleatoriamente e a criar rádios baseadas num artista, ficará muito boa. Espero que isso esteja para breve.

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Com ou sem comentários?

A minha grande e principal inspiração para ter começado um blog, o Bitaites do Marco Santos, esteve sem publicações novas durante algum tempo. Confesso que cheguei a pensar que seria o fim daquele que para mim é o segundo melhor blog nacional – sendo que os meus dois estão empatados como primeiro (hehehe). Afinal voltou à carga, mas desta vez já sem a caixa de comentários disponível.

Os motivos são mencionados no próprio blog, mas o Marco resumiu-os no Twitter:

@brunomiguel Não estou para aturar idiotas, trolls e spammers. Nunca os viste porque eu filtrava tudo. Agora é um descanso :)

Não vou fazer juízos de valor sobre o fecho dos comentários no Bitaites; nem tenho nada que o fazer, cada um sabe como quer a sua casa. Estou é a pensar se vale a pena fazê-lo nos meus blogs.

O volume de trolls que passam por qualquer um dos blogs que tenho é tão baixo hoje em dia que já nem causa incómodo. O número de comentários que recebo em qualquer um deles ainda mais baixo é. Só o spam é que ainda se vai mantendo com alguma frequência, mas o plugin que uso muito raramente deixa passar um.

Mais que isto, aquilo que escrevo normalmente não é para gerar discussão, é algo que partilho, seja numa toada mais ou menos pessoal. Só partilha, mais nada. Será que assim vale a pena manter os comentários disponíveis, ou mais vale fazer como o Marco e deixar apenas um formulário de contacto à disposição de quem quiser dizer-me algo?

Vou deixar esta ideia a marinar algum tempo. Se a dada altura por acaso os comentários deixarem de estar disponíveis, já sabem o porquê. Até lá, vão continuar abertos.

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Um artigo que valeu uma desilusão

Quem convive comigo com alguma regularidade sabe que as minhas leituras são sempre online. Não compro jornais nem revistas, nem livros em papel. Tento ao máximo ler em formatos digitais, pois assim tanto posso ler no computador fixo, no portátil ou no telemóvel. A escolha do equipamento depende sempre do que tenho disponível no momento e do tamanho do equipamento, diretamente relacionado com o tamanho do artigo: quanto maior é o artigo, também maior a necessidade de um ecrã com maiores dimensões. Por isso é que guardo os textos mais extensos para o meu computador fixo, onde tenho um monitor com número de polegadas bastante generoso.

Na véspera desta passagem de ano, abri uma exceção e comprei uma revista. Estava no LIDL, a fazer as segundas compras de última hora desse dia, quando vi a edição 223 da Exame Informática. Adicionei-a às compras que fiz e estive até há pouco para arranjar um tempo para a ler.

Já tinha visto o anúncio na televisão para esta edição e na altura fiquei muito curioso acerca do artigo “As suas ideias valem dinheiro na Internet”. Não me recordo da publicidade que passou na TV ser muito explícita acerca do teor dele, mas achei o nome cativante e até fiquei com a ideia de que seriam abordadas formas de tentar rentabilizar algo online. Estava enganado.

Este artigo foi uma desilusão. O conteúdo foca-se essencialmente nalguns portugueses que tiveram sucesso ao utilizar crowdfunding, menciona – quase sem aprofundar – as plataformas existentes para o efeito, e pouco mais. São 8 páginas com pouco conteúdo relevante e interessante, sem adicionar nada de novo à quantidade grande informação que já existe online sobre este método de financiamento alternativo. Aliás, a informação online sobre crowdfunding tende a ser muito mais completa que este artigo da Exame Informática.

Depois de tantos anos sem comprar uma revista, voltei a lembrar-me do porquê: as revistas portugueses são fracas que dói.

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Um mês de balanço com Fedora

Já deve ter feito um mês – ou quase – desde que instalei o Fedora 18 no computador fixo. Inicialmente tinha algumas reticências sobre a continuidade da distribuição no meu computador, por diversos motivos, mas agora não. O sistema tem uma boa performance e dá poucas ou nenhumas chatices.

Aqui fica o balanço de quase um mês de utilização.

Software: Ubuntu vs Fedora

Um dos meus maiores receios, quando instalei Fedora, foi a existência de poucos repositórios adicionais. Para Ubuntu existem centenas, talvez até mais, no Launchpad, o que significa que a aplicação que pretendem tem grandes probabilidades de já ter pacotes disponíveis para a distribuição. Isto não acontece no Fedora, mas também não há necessidade disso porque quase tudo o que vão precisar para a vossa utilização diária vai estar disponível nos repositórios oficiais.

Até agora, não tenho tido qualquer contratempo com falta de software. A maioria das aplicações disponíveis para Ubuntu também está nos repositórios do Fedora. Nos casos em que isso não acontecer, vão existir alternativas viáveis – e ainda não tive nenhuma situação em que elas não fossem pelo menos tão boas quanto as aplicações que utilizava anteriormente.
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