dicas, geekices

Unity: minimizar aplicações com um click no launcher

O launcher do Unity (e o próprio gestor de desktop também) é uma ferramenta bastante útil, mas o facto de não permitir que uma aplicação seja minimizada ao clicar no ícone respetivo é chato. O suporte para a funcionalidade já existe desde o Ubuntu 14.04, a mais recente LTS (Long Term Support), só não está ativa.

Existem duas formas de ativar a minimização de janelas com clique no launcher: o CCSM (CompizConfig-Settings-Manager) e o Gsettings. A primeira é a menos recomendada, porque a aplicação é conhecida por criar alguns problemas. A segunda, no entanto, é considerada segura.

Para ativarem a funcionalidade, devem abrir a linha de comandos e colar o seguinte conteúdo:

gsettings set org.compiz.unityshell:/org/compiz/profiles/unity/plugins/unityshell/ launcher-minimize-window true

Para reverter, devem abrir novamente a linha de comandos e colar o seguinte:

gsettings set org.compiz.unityshell:/org/compiz/profiles/unity/plugins/unityshell/ launcher-minimize-window false

O vídeo neste post exemplifica a funcionalidade ativa.

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geekices, software livre

Plasma Next

Depois de uma pequena conversa com o Paulo Trindade, no Twitter, decidi experimentar a segunda beta do KDE Plasma Next no Ubuntu 14.04. O teste durou alguns minutos, mas foi suficiente para ter ficado agradado com o que vi. Até fiz um screencast que incluí no post.

A performance da próxima versão do KDE não é a melhor e existem alguns bugs gráficos, mas é expectável para uma versão beta. No geral, a experiência é positiva. Só ficou a faltar o Dolphin, o gestor de ficheiros tradicional do KDE, mas talvez seja apenas por não ter instalado algum pacote.

Para instalar o Plasma Desktop, usei um PPA do Project Neon. As instruções para a linha de comandos (acho que é a forma mais prática de o fazer) são as seguintes:

sudo add-apt-repository -y ppa:neon/kf5-snapshot-weekly; sudo apt-get update; sudo apt-get install project-neon5-session project-neon5-utils project-neon5-konsole

Ressalvo mais uma vez que esta versão ainda está em franco desenvolvimento, por isso esperem alguns bugs. Bons testes.

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geekices, opinião

Asus X551C – o balanço de um mês de utilização

Até há mais ou menos 1 mês atrás, tinha um desktop e um portátil. O primeiro já começava a mostrar o peso da idade, com um single-core a 2.88GHz (com overclocking) e 2GB de RAM; e o segundo mais ainda – 1Gb de RAM partilhado com a gráfica de 128Mb e um single-core de 1.5GHz.

Apesar do hardware legacy, conseguia que eles ainda fossem aguentando graças aos sistemas operativos de código aberto. Por exemplo, no portátil usava frequentemente um Tiling Window Manager porque estes, regra geral, utilizam muito poucos recursos que um gestor de desktop como o Gnome, KDESC ou XFCE. Apesar disso, ver um vídeo no Youtube, em HD, neste portátil era uma missão impossível.

Para tarefas que necessitavam de algum poder de computação, usava o fixo e até esse demorava mais do que devia. Por isso, a dada altura ponderei fazer-lhe uma atualização ao hardware. Depois de ver preços de processadores compatíveis com a motherboard do computador, possíveis boards novas e RAM, conclui que no meu caso o mais compensatório seria comprar um portátil novo e assim o fiz. A minha escolha recaiu sobre um Asus X551C.

Esta máquina não é nenhum topo de gama, algo que poderão confirmar com uma rápida pesquisa num motor de busca. O processador é um Intel Celeron 1007U com gráfica integrada Ivybridge Mobile e 4GB de RAM. E o disco nem sequer é SSD. Contudo, apesar destas limitações, o preço era demasiado convidativo para deixar passar a oportunidade.

Bem, estas limitações nem o são. Para a utilização que lhe dou (por exemplo, desenvolvimento web com HTML, CSS e Javascript), o hardware chega bem e sobra.

Quando comprei o portátil, ele vinha com o Windows 8 pré-instalado. Na loja, questionei o funcionário sobre a devolução do valor da licença e este indicou-me que a Rádio Popular não faz essa devolução. Para evitar andar meses a ter chatices, assim que cheguei a casa iniciei essa espécie de sistema operativo para poder fazer um DVD de backup dele (caso necessite de usar a garantia), experimentei-o durante 5 minutos e de seguida instalei o Ubuntu 14.04. Escusado será dizer, todo o hardware funcionou à primeira e a performance da distribuição da Canonical foi largamente superior à do sistema da Microsoft.

Um mês depois da compra (mais dia, menos dia), estou satisfeito com ela. O ecrã, admito, podia ser um pouco melhor e podia vir com um sistema operativo decente pré-instalado, mas tirando isso não tenho nada a apontar até ao momento.

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divagações, opinião

Porque não vejo noticiários

Não costumo ver noticiários. Há algum tempo que decidi que ia deixar de os ver completos e poucas vezes por mês, e tenho cumprido isso, mas de vez em quando vou assistindo a alguns minutos se houver possibilidade e paciência. As únicas exceções que abro são o Jornal 2 (sempre que tenho tempo de o ver), o único que ainda acho minimamente decente, e um qualquer dos noticiários da SIC sempre que vou visitar os meus pais e almoço e/ou janto com eles.

Hoje, às 20:20, mais ou menos, vi o bloco informativo da RTP1 enquanto aguardava que o jantar cozinhasse. Estava a dar o segmento sobre futebol e a notícia era a família afastada do Cristiano Ronaldo do Brasil: quem são, o que fazem, de que ramo derivam na árvore genealógico da família Aveiro, etc… Esta notícia precedeu a da conferência de imprensa da Seleção Nacional, representada pelo Hélder Postiga. Sim, leram bem, foi exibida antes da conferência de imprensa da nossa seleção.

Por motivos que claramente me ultrapassam, e para os quais ainda não consegui encontrar uma justificação de índole informativa, o faits divers de revista cor-de-rosa passou primeiro que uma conferência de imprensa oficial da seleção portuguesa. Foi uma de muitas nãotícias que cada vez passam em maior número nos noticiários e que me fizeram afastar deles.

Admito que ainda ponderei o grau de importância dos dois tópicos: família afastada do Cristiano Ronaldo e Seleção Nacional. Quando pesei a potencial importância e interesse das duas para os telespetadores, não consegui ver forma alguma da família afastada do CR7 se sobrepor à conferência de imprensa da Seleção das Quinas. Se ao menos tivessem lançado um CD de música pimba romântica…!

A SIC e a TVI são piores. O pouco dos noticiários que vou vendo destes canais é composto quase exclusivamente por faits divers. De vez em quando lá se enganam e passam alguma informação em quantidade superior ao normal (que é pouca).

Quando quero informação, viro-me para a Web. Pode demorar um pouco até encontrar fontes de informação com alguma qualidade, mas depois de feita a filtragem é um descanso (imperfeito, mas um descanso). Também, tenho mais meios de acesso à informação, como as redes sociais e leitores de feeds (Tiny Tiny RSS, Digg, Feedly), aplicações para Android, etc. Há maior diversidade, mais fontes e, depois de uma boa filtragem, qualidade superior à dos telejornais.

Imagem sob a licença CC-BY-NC-SA-2.0
Autor: Dave Bledsoe

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